Clênio Valença, Procurador de Justiça
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Clênio Valença

Recife (PE)
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Clênio Valença, Procurador de Justiça
Clênio Valença
Comentário · há 6 anos
Excelente reflexão!
Parabéns à autora!
A análise da questão passa também pelo prisma socio-educacional e não apenas jurídico. Com efeito, após a promulgação da Lei Maria d Penha, os crimes praticados contra a mulher resultantes de violência doméstica só vêm aumentando. Sendo o Direito Penal a chamada última ratio, a prática mostra cada vez mais que ele não é - e nem será - a solução para a diminuição da violência doméstica.
Igualmente, a
Lei de Crimes Hediondos, ao incluir em seu rol o homicídio qualificado, não foi capaz de provocar a diminuição da prática desse tipo de delito.
Ao revés, a quantidade de homicídios qualificados vêm crescendo, o que significa dizer que o Direito Penal, per si, está longe de ser o instrumento mais eficaz do combate à criminalidade, cuja diminuição a patamares considerados "razoáveis" depende mesmo da interação de outros ramos da ciência e, em especial, da efetivação de políticas públicas que diminuam a desigualdade social tão marcante em nosso país.
Pelo viés da consensualidade, cada mais defendida e presente na prática forense, a proibição expressa pela LMP da aplcação dos institutos despenalizadores da Lei nº 9.099/1995, sem dúvida impede ou obstacula o encontro de uma melhor solução para esse tipo de situação que, pelo esforço da conscientização e orientação de todos os envolvidos - mormente o agente -, talvez fosse obtida, mesmo que paulatinamente, a redução da violência doméstica.
É a reflexão que faço no momento.
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Clênio Valença, Procurador de Justiça
Clênio Valença
Comentário · há 8 anos
Penso que a criação do regime de cotas, inicialmente, foi bastante interessante, pois procurava "democratizar" o ingresso no ensino público universitário em relação aos negros, quilombolas, etc, que estudaram o ensino fundamental em escola pública de baixa qualidade. Deveria o regime de cotas ter prazo de duração limitado, digamos, 10 anos, sendo criada política pública de melhoria efetiva do ensino público fundamental, possibilitando àqueles que estudaram em escolas públicas disputar o vestibular em igualdade de condições com aqueles que estudaram em escolas particulares.
Na prática, o sistema de cotas em nada melhora o ensino e não consegue realmente qualificar o aluno que ingressou na universidade através dele, pois esse aluno não teve a base suficiente na sua formação escolar, capaz de qualifica-lo como bom aluno na universidade e, principalmente, como bom profissional ao concluir o curso.
É de fato uma política populista que apenas esconde as verdadeiras mazelas do ensino fundamental e provoca inexplicável desigualdade no acesso à universidade através desse sistema. Com efeito, no caso dois moradores da mesma comunidade carente, com a mesma idade e que estudaram na mesma escola pública, sendo um branco e outro negro, apenas o último poderá ser beneficiado pelo sistema de cotas, já que o critério utilizado é essencialmente a cor da pele e não o fato real da deficiência do ensino fundamental.
Se a educação não melhora, não evolui, a Nação tem o seu desenvolvimento estancado. Melhore-se o sistema de ensino fundamental, proporcionando a todos os seus usuários verdadeiro aprendizado - o que também implica adquirir cidadania - e as desigualdade irão sendo mitigadas com o tempo, possibilitando que o país alcance o desenvolvimento por todos querido.
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